Vivemos num mundo cientifico em que as pessoas pensam de modo artistico. Crenças, certezas absolutas, coisas infundadas. Tudo vale.
Ao nao ter significado a vida nos dá uma liberdade fantástica. É por não haver guidelines que podemos colorir como queremos. A vida é um fim em si mesmo. como a arte.
Qual é a grande mais valia do minimalismo e do simples? Less is more, simples é eficaz; estamos imersos num mundo em que o minimalismo é uma qualidade à priori, tal premissa aceite todos sem questionamento.
O ser humano como máquina cerebral tem muita dificuldade de lidar com uma multiplitud de elementos, a mente dispersa-se, distrai se, e por isso aquilo que é minimal tem mais probabilidade de ser compreendido e absorvido.
Roupas, amores, conceitos; é por incompetência que gostamos do que é simples.
e não fazia a menor ideia do que me ia acontecer. O passo parecia maior do que a distancia da perna (que eu pensava ter). Aprendi em um ano que podemos ser aquilo que quisermos.
em um ano: -encontrei um emprego em que estou super contente (embora já tenha planos de que seja temporário até eu ter o meu próprio business) -fiz amigos, -acabei o meu mestrado -encontrei uma cidade que me faz sentir em casa, e que passei a chamar home. -ultrapassei em definitivo uma questão antiga -explorei quase até ao limite a minha capacidade de aquisição de competências -aprendi a falar francês. -troquei de asa -fui aceite para voar na liga suíça de parapente (equivalente a pedalar ao lado do lance armstrong..) -tornei me completamente autónomo -fui a londres, bruxelas, amsterdam, passei por varias cidades em franca, e fui 3x a lisboa. -passei a ter uma vida care free, focada em me especializar e melhorar as minhas qualidades. -nao há virtualmente problemas. E os que vão aparecendo são do estilo "o meu carro não pega, tem de ser rebocado." chato, mas muito pequeno.
Uma pessoa quase estranha, de quem eu nada sei e que teve uma janela pra visualizar a minha vida de uma ponta a outra disse me "you'll be ok, dont worry." E foi das coisas mais simples e que mais gostei de ouvir neste ano.
A vida tem a dimensão que lhe queremos dar.
Com poucas perspectivas à um ano atrás, hoje posso dizer que este foi o melhor ano da minha vida. Vale a pena saltar num abismo e construir as asas pelo caminho.
Yesterday, while discussing with a screen writing teacher, I remembered something I read somewhere. The statement was simply "focus on learning the things that do not change" As people who know me know, I have this strong sense about the temporality of the things around us, Everything is temporary. Therefore how can we focus in learning what doesn't change if everything changes?
Well, somethings change less than others, or slower let's say.
My philosophy in relation to work, life and love, is to get across as many domains as I can, and don't get too specialized in any, unless it happens by accident. The thing that changes the least in life is our ability to learn new things, the ability to adapt.
Adaptation is really important, its how we created God; a slow evolution based on adaptation.
Vou postar algo que nao fui eu que pensei, mas é absolutamente genial.
"Não são as ideias nem as decisões que importam - interessam, mas não importam. É a convicção. É o convencimento. Qualquer decisão é mais eficaz do que a inteligência. O pensamento é um luxo e um atraso.
Há uma experiência que estão sempre a repetir. Quando se remove o córtex a um bicho qualquer, ele deixa de pensar e de duvidar; de se sentir seguro ou não; de medir as oportunidades. E qual é a consequência? Torna-se imediatamente o chefe dos outros bichos. Os pensadores, no reino animal, são seguidores. Foi o que aconteceu com as pessoas com as piores ideias do século XX: Hitler, Estaline, Mao. Foram as que tiveram mais poder e mais mal fizeram. Porque não hesitavam e o nobre ser humano, hesitante, não resiste a quem não hesita.
Cada vez mais se ouve dizer que qualquer decisão, por muito estúpida ("vou deixar crescer um bigode!"), é mais benéfica do que a dúvida mais inteligente. Na verdade, a pessoa inteligente só decide por instantes. A decisão é emitida como os talões de estacionamento. Pode (e deve) mudar a qualquer momento porque, felizmente, nunca se sabe. Aprende-se a não saber. Aprende-se a viver com isso. Aprende-se a ser enganado, de vez em quando, quando se acerta nalguma coisa.
Recuperamos de ter tido razão, naquela vez sem exemplo. Passa-nos. Esquece-nos. A convicção é convincente, mas é perigosa, por ser o contrário da inteligência e da condição humana, que é não ter bem a certeza de quase nada.
Custa - mas assim é que é bonito." Miguel Esteves Cardoso, Público.
(visto no blog do PReis http://pensamentosroubados.blogspot.com/ )
Sometime ago I wrote here that we are not "tabula rasas". There is no blank state.
The lesson today is really simple: Some really basic things, people just have to know.
Sometimes nature doesn't provide time to learn from experience or from others. Call it faith on the self if you wish, but some answers/decisions just have to be innate.
We do know that we should run if we see a predator in the jungle, but many things are equally dangerous and we don't that we should run away. Well; then you "die".
The funny question is, how some people know this? Or better, why some people know, and some others don't? What is the difference between them?
Not much, as a matter of fact. Self examination would say Socrates, and that would train your subconscious in taking good decisions, fast, and right.
Life is risky, but that's just so right. You live, you risk, you get "eventually" reward if you know how to live and then you die. Could it get any sweeter?.
There's a saying in Brazil that goes like " I will give a cow not to get in to a fight, but a herd not to get out from it". Personally I don't care much about cows but I do care about fights, and I know exactly when to get into one. How? No fucking idea.
Isto é a minha metade de uma conversa com uma amiga. É naturalmente adaptavel a muitas realidades:
é bem feita q te custe e sem arriscares, eu espero que sofras um bocado, pra ao menos aprenderes com a experiência miúda, viver é um risco por si viver é sentir o sangue na boca o coração no peito e o precipício na beira dos pés
tu não vives no passado vives no presente tudo o q fizeste até hoje não interessa nada a ninguém, muito menos pra ti tu vives é do que fazes agora do q sentes agora e o resto é literalmente historia
e ele não interessa amar alguém é uma propriedade intrínseca
agora: explora na totalidade o que sentes se te apetece fazer loucuras, a hora é esta
Interesso me por demasiadas coisas. Por consequencia, raramente me especializo demasiado ou entro em profundidade em determinado assunto. Sempre tive a ideia que é melhor saber um pouco de tudo, pensar um pouco sobre tudo, do que ser uma enciclopédia andante de determinada questão. Naturalmente o simétrico desta questão é segundo a definição de muita gente um defeito. (elahh, eu tenho um defeito?)
Se por um lado eu aceito parcialmente o argumento, por outro a verdade é que eu sem querer tornei me muito, muito bom em algumas coisas quase por acaso, e ao mesmo tempo tenho outras tantas em que me tornaria igualmente bom, mas provavelmente não vou viver anos suficientes para isso acontecer.
O foco não faz parte da minha rotina. Parece me bastante mais inteligente uma filosofia de mobilidade intelectual, em que muito rapidamente é possível uma transformação num mundo em que 2 questões/situações/objectos/pessoas nunca são iguais.
"When I'm Good I'm Very Good: But When I'm Bad I'm Better" May West
Uma boa parte do nosso dia é perdido em actividades de contenção de entropia. O mundo naturalmente tende à desordem (!..) , e coisas simples desde um escovar de dentes até ao resolver um problema matemático ou ao desenvolver uma teoria cientifica são um tributo a essa necessidade de ordem. Quanto do nosso tempo perdemos diàriamente em tarefas que são mais do que de simples manutenção?
O Ser humano perde uma quantidade terrível de tempo por pura obstinação. Nem sequer é teimosia pois é algo que não requer um oposto de forma a ser contrariado, e para mais não se manifesta ao nível do consciente.
Passamos horas a tentar alterar um traço num desenho, a diminuir alguns segundos numa medição que ninguém mais vai fazer, ou a tentar encontrar a solução de uma questão pelo caminho "complexo1", quando o caminho "simples2" muito mais eficaz. Acontece que "complexo1" foi a nossa primeira ideia...
Não é nenhuma novidade que o homem tem aversão a perdas. Tudo o que signifique uma perda em qualquer sentido é imediatamente confrontado com objectivo de contrariar essa tendência, basta agarrar em qualquer livro de behavioral economics que vamos encontrar este mesmo tipo de comportamento nos mais variados campos.
Mas o que é de facto uma perda? Será que é algo que tínhamos e já não temos ou é efectivamente algo que nunca passou pelo espectro da nossa existência? Por definição a resposta aponta para o primeiro, mas então como podemos definir a segunda hipótese? Parece me uma perda muito maior no sentido em que não há uma valorização do individuo com uma experiência que ele nunca vivenciou ainda que por um período limitado de tempo.
Uma das estratégias muitas x adoptada pelo génio humano é o positivismo pessimista. Com esta abordagem não há perdas, não há danos, e absolutamente tudo o que acontece é mais do que se espera. É uma excelente estratégia para lidar com adversidade, e funciona como controle de danos. Durante muitos anos tive esta abordagem, e funcionou muito bem sem nunca ter projectado a imagem de uma pessoa pessimista e negativa.
No entanto a estratégia deixa de funcionar quando mesmo apesar das previsões de cenários pessimistas a realidade prova que os teus modelos ficam muito aquém do que pode acontecer, e te troca por completo as voltas àquilo que tinhas previsto ser mau, acontece muitas x pior e deixa te sem um plano aonde estás confortável e sabes aonde pisar
O optimismo que parece à primeira vista um suicídio ideológico, ao mesmo tempo que uma excelente fonte de frustração torna se uma politica aliciante por alguns dos motivos que vou tentar expor.
Tal como acontece com a abordagem coragem/conservadorismo, é preciso observar o optimismo de um prisma diferente do que normalmente é visto. Optimismo não é forçar-se a estar todo o tempo feliz, não é pensar que tudo vai correr da melhor forma, e não é ser se um sonhador irresponsável, mas provavelmente tudo isto acontece como consequência de um espírito que na sua génese é optimista.
Optimismo é acima de tudo um acto, um posicionamento generalizado perante o que não é self. Não exige esforço e não é artificial, embora não dependa inteiramente do self para o despoletar de acontecimentos que permitem que se instale de forma permanente. Alguma sorte e "coragem" fazem parte do jogo.
Quando a abordagem pessimistica não resolve todos os problemas, e parece não haver um meio termo nas tendências de escolha pois tens de levar tudo a um dos dois extremos (num futuro próximo escrevo sobre a questão da bipolaridade da natureza), naturalmente que o optimismo surge não como uma opção corajosa, como a natural.
É facto que implica um risco muito maior, e que aparentemente vai apresentar muito mais vezes num resultado insatisfatório, mas o que tenho experenciado à já 5 meses consecutivos surpreende. O optimismo conjugado com o número de "riscos" que se toma faz aumentar incrivelmente o ratio de respostas positivas do exterior, não só em número (consequência das vezes que se aposta), mas em percentagem. É puro misticismo mas de facto quanto mais positivo, mais as coisas correm bem. Dois campos que experiencio sistematicamente o que acabei de dizer são o profissional, e o voo livre.
Auto-confiança e optimismo é uma mistura bombástica e muito sedutiva para qualquer um que está à nossa volta.
A coisa mais arriscada que se pode fazer em determinado momento da nossa vida é não arriscar. Nada é permanente, tudo é uma questão de tempo. Logo que isto foi interiorizado passei a viver num estado superior à natureza., tudo à minha volta se alterou. Bom ou mau não é uma propriedade inerente às coisas, é a forma como as vemos
Nos últimos tempos teem sido frequentes certos comentários que oiço elogiando a minha coragem de ter vindo para Genève à aventura (qual Christopher McCandless)
Pensei que finalmente era exemplo de alguma coisa que os outros gostavam de seguir (embora ninguém siga). Depois chateei me com o elogio porque só quem não conhece o processo é que pode dizer isso.
A verdade é que nao há nada de coragem em todo este processo. Muito pelo contrário. Tenho medo de errar, tenho medo de perder oportunidades, tenho medo de não viver tudo o que está ao meu alcance, de não ser tudo o que posso, de não fazer tudo o que a minha liberdade permite. Como tal, só havia uma coisa que eu podia ter feito. Coragem não foi vir, era ficar. Aquele que não se conhece é sempre um caminho potencialmente fantástico. Optar por ele não é mais que o uso racional da inteligência, nada de coragem nisso.
Coragem tem quem tem uma vida e não a vive. É audaz quem não se mexe, quem não arrisca, pois isso vai contra a própria natureza de um mundo que é entrópico e incógnito. E eu, eu não gosto de contrariar a natureza.
E de repente tive de reaprender a viver. E depois do reset é aprender tudo do zero.
Como me comunicar em francês? Como escrever aquela linha de código numa linguagem nova? Já não bastava perceber pouco do que estou a fazer, ainda tenho de perceber pouco em francês. Tudo leva me 4x o tempo normal.
Portanto subir a montanha é duro, e daí?
A vista é literalmente magnifica e a descrição do que me rodeia e do que me acontece toca os limítes do estúpido em todo o espectro positivo..
Pensando bem apesar da história pela montanha acima ser difícil, ficar no acampamento base é bem pior.
Não percebo é porque é que ser arrogante é necessariamente mau. Humilhar um semelhante é mau, mas não percebo o que há de mau ao considerar-se superior por um qualquer motivo. Convém que de facto sejamos superiores no que pensamos ser sob pena de ganharmos o rótulo de estúpidos.
As pessoas é que se incomodam quando vêm alguém que se acha muito importante. Repito as pessoas -SE- incomodam, a si próprias sim. O condenar da arrogância é uma herança judaico-cristã que existe com o propósito de manter as pessoas humildes (tementes a deus (igreja)) portanto.
Humildade é bom quando se sabe pouco sobre qualquer coisa porque permite aprender(e provavelmente nunca vamos saber muito sobre coisa alguma) Por outro lado a arrogância coloca-nos num patamar de uma certa impermeabilidade ao que é considerado inferior.
Aliás não é nada disso. Substituam a palavra humildade por curiosidade no parágrafo anterior.
Eu admito que sou arrogante em algumas questões, questões em que ainda nunca ninguém me conseguiu provar melhor; que eu estou errado. Até lá vou continuar a ser arrogante dessa forma. Embora isto, pouca gente me considera arrogante, pouca gente tem acesso a este meu lado.
Outra: a superioridade nada mais é que uma medida relativa. É se sempre superior a um segundo objecto na comparação. Desta forma num caso em que temos o João e o António; ambos tocam guitarra, mas o António tem mais virtuosismo embora por ser muito humilde não se considere melhor que o João. O João é um Rockstar, papa as gajas todas, não toca lá tão bem, mas como tem uma grande moral é possível que seja visto por muita gente como superior, coisa que ele mesmo se considera. Portanto na sua relatividade, o João é efectivamente melhor que o António. Mas não é.
Por um lado vivemos num mundo de imagens projectadas, em que metade daquilo que somos é a imagem que projectamos de nós (e este assunto dá pano pra mangas). Por outro efectivamente aquilo que projectamos acaba por se incorporar naquilo que somos, e passamos efectivamente a ser o que fingimos ser. Fake it ’till you make it.
Se me acho superior a uma pessoa que teve as mesmas oportunidades que eu e não aproveitou? Naturalmente.
Sou superior ao meu semelhante até que me prove o contrário, e isso já aconteceu várias vezes. Normalmente é uma experiência fantástica de aprendizagem, e a pessoa que me prova errado ganha a minha amizade e admiração.
A humildade é uma manifesta demonstração daquilo que nos falta. Todos sabemos que há um número gigante de coisas que nos faltam, mas que beneficio há em transmitir isso? Não é com a boca que se aprende, é com os ouvidos. Arrogância é acima de tudo uma confiança absoluta em si próprio. Não vejo como isso pode ser negativo.
Today I was asked what my imperfections are. Needless to say I had a hard time to answer. I found after some thought that imperfection defectiveness are in the eye of the viewer. This happens to be the same as its opposite: perfection.
So to speak about imperfections one must assume the opposite as being equally true. Perfection is real as imperfection same way as there is no high without the concept of low. Happy and sad, cold and warm, sweet and sour: all concepts are relative and attached to its counterparts.
The funny thing is that a person often finds itself with many imperfections, and seldom being perfect. Why does this happens? Once again Ill bring relativity to my argument, one is imperfect when comparing to others, there's always a relative relation between 2 objects. I do not run as well as that other guy nor Im smart as a rocket scientist, I might in fact be quite stupid, but that only happens in a relative relationship between 2 components.
Rather than comparing ourselves with others we should make a self analysis. Citing Christopher McCandless, "we should measure ourselves at least once", and through that define our own level of perfection.
The revolutionary idea here is that we are perfect sometimes, and imperfect some other times. Mostly I feel as I don't have any imperfections and that is actually true most of time, but every now and then I experience a pattern break, and that is where the limit line is defined.
To some I'm instable, (kind of nitroglycerin stuff) but that depends a great amount on how Im being viewed. My instability depends on how people see their own life. The way one sees others is an extention of their own way to see themselves.
And really if you want to give some though to that, how can one be stable in a completely entropic universe? My instability is much more solid being based on an rational argument like this than anyone else's stability. If Im not sure (and there's no way to be sure) about how's life, therefore nobody else can be, therefore again everyone is, and so finally wins the one who believes more faithfully in his arguments.
My instability is not so much on the chemistry domain, but more like a philosophical instability.
What is bad for someone, might not look like for someone else.