As pessoas não percebem que um amor perfeito não é uma propriedade extrínseca.

Teima se em se auto-desresponsabilizar quando se fala de amor.
Gosto dela porque... blá blá e continua se assim. Está mal.

Não, em primeiro lugar gosta se de alguem, e não há necessáriamente um motivo para isso. Em segundo, o motivo não é o outro, mas eu mesmo.
Se eu gosto, é porque um número X de propriedades do meu "self" se alinham de forma a que de estalo eu passo a sentir qualquer coisa.

Claro que há amores perfeitos, homens perfeitos, situações perfeitas. Tudo tem a ver com a forma como nós nos relacionamos com esses conceitos.

Amar alguém não depende desse alguém.
os problemas e as incertezas são iguais pra toda a gente.
A diferença entre uns e outros está na preparação e no risco que cada um toma.
O mundo tem muitas pessoas. Racionalmente faz sentido extrapolar a realidade dos outros e tentar compreender a nossa com essa operação. No entanto racionalmente não faz sentido quando não havendo nenhum motivo essa realidade não nos "toca".

Quando o mundo racionalmente prova ser irracional estamos perante um problema de posicionamento acerca de qual dos lados nos devemos basear. Racionalmente e através de logica é possível encontrar motivos para o irracional e místico fazer sentido. Isto por outro lado não faz nenhum sentido.
Vive se uma constante batalha entre dois lados que se estranham por serem o mesmo.
Puxar uma corda pelas duas pontas é um enorme esforco que se traduz em nada, e a metáfora é a que melhor encontro pra descrever esta problemática.

Será que podemos em paz de espírito adoptar o racional e o místico ao mesmo tempo? Não é a verdade -una- segundo a sua própria definição?


Dave: If I tell you have A, B, or C, but you can only choose betwen A and B.
I could say yes you are free to choose between a or b
but you aren't really free.

N: on the other side if you don't restrict my possibilities and you give me an infinite number of choices, I'll be even less free.

Dave: why?

N: because if I have infinite choices, I can't choose anything at all due to a lack of capacity to evaluate them all.

that is, I'll have to limit the number of choices myself to be able to pick one, and so we are back to the same conceptual status of your 3 choices A and B minus C, restricted freedom.

So do we really experience freedom, or we only have some kind of perception of freedom?

Vivemos num mundo cientifico em que as pessoas pensam de modo artistico.
Crenças, certezas absolutas, coisas infundadas. Tudo vale.

Ao nao ter significado a vida nos dá uma liberdade fantástica. É por não haver guidelines que podemos colorir como queremos.
A vida é um fim em si mesmo. como a arte.

Qual é a grande mais valia do minimalismo e do simples?
Less is more, simples é eficaz; estamos imersos num mundo em que o minimalismo é uma qualidade à priori, tal premissa aceite todos sem questionamento.

O ser humano como máquina cerebral tem muita dificuldade de lidar com uma multiplitud de elementos, a mente dispersa-se, distrai se, e por isso aquilo que é minimal tem mais probabilidade de ser compreendido e absorvido.

Roupas, amores, conceitos; é por incompetência que gostamos do que é simples.

faz precisamente um ano que escrevi isto.


e não fazia a menor ideia do que me ia acontecer.
O passo parecia maior do que a distancia da perna (que eu pensava ter). Aprendi em um ano que podemos ser aquilo que quisermos.

em um ano:
-encontrei um emprego em que estou super contente (embora já tenha planos de que seja temporário até eu ter o meu próprio business)
-fiz amigos,
-acabei o meu mestrado
-encontrei uma cidade que me faz sentir em casa, e que passei a chamar home.
-ultrapassei em definitivo uma questão antiga
-explorei quase até ao limite a minha capacidade de aquisição de competências
-aprendi a falar francês.
-troquei de asa
-fui aceite para voar na liga suíça de parapente (equivalente a pedalar ao lado do lance armstrong..)
-tornei me completamente autónomo
-fui a londres, bruxelas, amsterdam, passei por varias cidades em franca, e fui 3x a lisboa.
-passei a ter uma vida care free, focada em me especializar e melhorar as minhas qualidades.
-nao há virtualmente problemas. E os que vão aparecendo são do estilo "o meu carro não pega, tem de ser rebocado." chato, mas muito pequeno.

Uma pessoa quase estranha, de quem eu nada sei e que teve uma janela pra visualizar a minha vida de uma ponta a outra disse me "you'll be ok, dont worry." E foi das coisas mais simples e que mais gostei de ouvir neste ano.

A vida tem a dimensão que lhe queremos dar.

Com poucas perspectivas à um ano atrás, hoje posso dizer que este foi o melhor ano da minha vida. Vale a pena saltar num abismo e construir as asas pelo caminho.

Hey you ;)

Yesterday, while discussing with a screen writing teacher, I remembered something I read somewhere. The statement was simply "focus on learning the things that do not change" As people who know me know, I have this strong sense about the temporality of the things around us, Everything is temporary.
Therefore how can we focus in learning what doesn't change if everything changes?

Well, somethings change less than others, or slower let's say.

My philosophy in relation to work, life and love, is to get across as many domains as I can, and don't get too specialized in any, unless it happens by accident. The thing that changes the least in life is our ability to learn new things, the ability to adapt.

Adaptation is really important, its how we created God; a slow evolution based on adaptation.


Summer in the city from Kinesthesia on Vimeo.

Vou postar algo que nao fui eu que pensei, mas é absolutamente genial.

"Não são as ideias nem as decisões que importam - interessam, mas não importam. É a convicção. É o convencimento. Qualquer decisão é mais eficaz do que a inteligência. O pensamento é um luxo e um atraso.

Há uma experiência que estão sempre a repetir. Quando se remove o córtex a um bicho qualquer, ele deixa de pensar e de duvidar; de se sentir seguro ou não; de medir as oportunidades. E qual é a consequência? Torna-se imediatamente o chefe dos outros bichos. Os pensadores, no reino animal, são seguidores. Foi o que aconteceu com as pessoas com as piores ideias do século XX: Hitler, Estaline, Mao. Foram as que tiveram mais poder e mais mal fizeram. Porque não hesitavam e o nobre ser humano, hesitante, não resiste a quem não hesita.

Cada vez mais se ouve dizer que qualquer decisão, por muito estúpida ("vou deixar crescer um bigode!"), é mais benéfica do que a dúvida mais inteligente. Na verdade, a pessoa inteligente só decide por instantes. A decisão é emitida como os talões de estacionamento. Pode (e deve) mudar a qualquer momento porque, felizmente, nunca se sabe. Aprende-se a não saber. Aprende-se a viver com isso. Aprende-se a ser enganado, de vez em quando, quando se acerta nalguma coisa.

Recuperamos de ter tido razão, naquela vez sem exemplo. Passa-nos. Esquece-nos. A convicção é convincente, mas é perigosa, por ser o contrário da inteligência e da condição humana, que é não ter bem a certeza de quase nada.

Custa - mas assim é que é bonito."
Miguel Esteves Cardoso, Público.

(visto no blog do PReis http://pensamentosroubados.blogspot.com/ )
Sometime ago I wrote here that we are not "tabula rasas". There is no blank state.

The lesson today is really simple: Some really basic things, people just have to know.

Sometimes nature doesn't provide time to learn from experience or from others. Call it faith on the self if you wish, but some answers/decisions just have to be innate.
We do know that we should run if we see a predator in the jungle, but many things are equally dangerous and we don't that we should run away. Well; then you "die".

The funny question is, how some people know this? Or better, why some people know, and some others don't? What is the difference between them?
Not much, as a matter of fact. Self examination would say Socrates, and that would train your subconscious in taking good decisions, fast, and right.

Life is risky, but that's just so right. You live, you risk, you get "eventually" reward if you know how to live and then you die. Could it get any sweeter?.

There's a saying in Brazil that goes like " I will give a cow not to get in to a fight, but a herd not to get out from it". Personally I don't care much about cows but I do care about fights, and I know exactly when to get into one. How? No fucking idea.



Isto é a minha metade de uma conversa com uma amiga. É naturalmente adaptavel a muitas realidades:

é bem feita q te custe
e sem arriscares, eu espero que sofras um bocado, pra ao menos aprenderes com a experiência
miúda, viver é um risco por si
viver é sentir o sangue na boca
o coração no peito
e o precipício na beira dos pés


tu não vives no passado
vives no presente
tudo o q fizeste até hoje não interessa nada a ninguém, muito menos pra ti
tu vives é do que fazes agora
do q sentes agora
e o resto é literalmente historia


e ele não interessa
amar alguém é uma propriedade intrínseca


agora: explora na totalidade o que sentes
se te apetece fazer loucuras, a hora é esta


Interesso me por demasiadas coisas. Por consequencia, raramente me especializo demasiado ou entro em profundidade em determinado assunto. Sempre tive a ideia que é melhor saber um pouco de tudo, pensar um pouco sobre tudo, do que ser uma enciclopédia andante de determinada questão. Naturalmente o simétrico desta questão é segundo a definição de muita gente um defeito. (elahh, eu tenho um defeito?)

Se por um lado eu aceito parcialmente o argumento, por outro a verdade é que eu sem querer tornei me muito, muito bom em algumas coisas quase por acaso, e ao mesmo tempo tenho outras tantas em que me tornaria igualmente bom, mas provavelmente não vou viver anos suficientes para isso acontecer.

O foco não faz parte da minha rotina. Parece me bastante mais inteligente uma filosofia de mobilidade intelectual, em que muito rapidamente é possível uma transformação num mundo em que 2 questões/situações/objectos/pessoas nunca são iguais.

"When I'm Good I'm Very Good: But When I'm Bad I'm Better"
May West

Ando com sérios problemas em relação a dualismos.
Somos educados a ver o mundo assim ou o mundo é assim porque fomos dessa forma educados?

Absolutamente tudo de que me lembro se comporta em opostos, duos, e pares simétricos.

Porque?
Uma boa parte do nosso dia é perdido em actividades de contenção de entropia.
O mundo naturalmente tende à desordem (!..) , e coisas simples desde um escovar de dentes até ao resolver um problema matemático ou ao desenvolver uma teoria cientifica são um tributo a essa necessidade de ordem.
Quanto do nosso tempo perdemos diàriamente em tarefas que são mais do que de simples manutenção?

Amor, Arte, Voo, Pensamento. Quanto tempo?
O Ser humano perde uma quantidade terrível de tempo por pura obstinação. Nem sequer é teimosia pois é algo que não requer um oposto de forma a ser contrariado, e para mais não se manifesta ao nível do consciente.

Passamos horas a tentar alterar um traço num desenho, a diminuir alguns segundos numa medição que ninguém mais vai fazer, ou a tentar encontrar a solução de uma questão pelo caminho "complexo1", quando o caminho "simples2" muito mais eficaz. Acontece que "complexo1" foi a nossa primeira ideia...

Não é nenhuma novidade que o homem tem aversão a perdas. Tudo o que signifique uma perda em qualquer sentido é imediatamente confrontado com objectivo de contrariar essa tendência, basta agarrar em qualquer livro de behavioral economics que vamos encontrar este mesmo tipo de comportamento nos mais variados campos.

Mas o que é de facto uma perda? Será que é algo que tínhamos e já não temos ou é efectivamente algo que nunca passou pelo espectro da nossa existência? Por definição a resposta aponta para o primeiro, mas então como podemos definir a segunda hipótese? Parece me uma perda muito maior no sentido em que não há uma valorização do individuo com uma experiência que ele nunca vivenciou ainda que por um período limitado de tempo.


Uma das estratégias muitas x adoptada pelo génio humano é o positivismo pessimista. Com esta abordagem não há perdas, não há danos, e absolutamente tudo o que acontece é mais do que se espera. É uma excelente estratégia para lidar com adversidade, e funciona como controle de danos. Durante muitos anos tive esta abordagem, e funcionou muito bem sem nunca ter projectado a imagem de uma pessoa pessimista e negativa.

No entanto a estratégia deixa de funcionar quando mesmo apesar das previsões de cenários pessimistas a realidade prova que os teus modelos ficam muito aquém do que pode acontecer, e te troca por completo as voltas àquilo que tinhas previsto ser mau, acontece muitas x pior e deixa te sem um plano aonde estás confortável e sabes aonde pisar

O optimismo que parece à primeira vista um suicídio ideológico, ao mesmo tempo que uma excelente fonte de frustração torna se uma politica aliciante por alguns dos motivos que vou tentar expor.

Tal como acontece com a abordagem coragem/conservadorismo, é preciso observar o optimismo de um prisma diferente do que normalmente é visto. Optimismo não é forçar-se a estar todo o tempo feliz, não é pensar que tudo vai correr da melhor forma, e não é ser se um sonhador irresponsável, mas provavelmente tudo isto acontece como consequência de um espírito que na sua génese é optimista.

Optimismo é acima de tudo um acto, um posicionamento generalizado perante o que não é self. Não exige esforço e não é artificial, embora não dependa inteiramente do self para o despoletar de acontecimentos que permitem que se instale de forma permanente. Alguma sorte e "coragem" fazem parte do jogo.

Quando a abordagem pessimistica não resolve todos os problemas, e parece não haver um meio termo nas tendências de escolha pois tens de levar tudo a um dos dois extremos (num futuro próximo escrevo sobre a questão da bipolaridade da natureza), naturalmente que o optimismo surge não como uma opção corajosa, como a natural.

É facto que implica um risco muito maior, e que aparentemente vai apresentar muito mais vezes num resultado insatisfatório, mas o que tenho experenciado à já 5 meses consecutivos surpreende. O optimismo conjugado com o número de "riscos" que se toma faz aumentar incrivelmente o ratio de respostas positivas do exterior, não só em número (consequência das vezes que se aposta), mas em percentagem. É puro misticismo mas de facto quanto mais positivo, mais as coisas correm bem. Dois campos que experiencio sistematicamente o que acabei de dizer são o profissional, e o voo livre.

Auto-confiança e optimismo é uma mistura bombástica e muito sedutiva para qualquer um que está à nossa volta.



A coisa mais arriscada que se pode fazer em determinado momento da nossa vida é não arriscar. Nada é permanente, tudo é uma questão de tempo. Logo que isto foi interiorizado passei a viver num estado superior à natureza., tudo à minha volta se alterou.
Bom ou mau não é uma propriedade inerente às coisas, é a forma como as vemos

Nos últimos tempos teem sido frequentes certos comentários que oiço elogiando a minha coragem de ter vindo para Genève à aventura (qual Christopher McCandless)

Pensei que finalmente era exemplo de alguma coisa que os outros gostavam de seguir (embora ninguém siga). Depois chateei me com o elogio porque só quem não conhece o processo é que pode dizer isso.

A verdade é que nao há nada de coragem em todo este processo. Muito pelo contrário.
Tenho medo de errar, tenho medo de perder oportunidades, tenho medo de não viver tudo o que está ao meu alcance, de não ser tudo o que posso, de não fazer tudo o que a minha liberdade permite. Como tal, só havia uma coisa que eu podia ter feito. Coragem não foi vir, era ficar. Aquele que não se conhece é sempre um caminho potencialmente fantástico. Optar por ele não é mais que o uso racional da inteligência, nada de coragem nisso.

Coragem tem quem tem uma vida e não a vive. É audaz quem não se mexe, quem não arrisca, pois isso vai contra a própria natureza de um mundo que é entrópico e incógnito. E eu, eu não gosto de contrariar a natureza.

E de repente tive de reaprender a viver.
E depois do reset é aprender tudo do zero.

Como me comunicar em francês? Como escrever aquela linha de código numa linguagem nova? Já não bastava perceber pouco do que estou a fazer, ainda tenho de perceber pouco em francês. Tudo leva me 4x o tempo normal.

Portanto subir a montanha é duro, e daí?

A vista é literalmente magnifica e a descrição do que me rodeia e do que me acontece toca os limítes do estúpido em todo o espectro positivo..

Pensando bem apesar da história pela montanha acima ser difícil, ficar no acampamento base é bem pior.

Rockstar!