they say that time changes things. but actually it's by changing things that we create the notion of time.

Two ways to be on the upside.

.1 hard work.
.2 luck.

After setting up with the spirit of a warrior you built the tools that got you on the upside, but once "there" you have a whole bunch of tools that are now useless.

As you took an enormous amount of time building those tools and the human being is loss adverse, you will simply not accept to lay them down.

Result: you keep struggling ad infinitum.
Não faz o menor sentido a reflexão.
Não faz o menor sentido a escrita.
Também não faz o menor sentido a racionalidade.

Arriscas constantemente e constantemente és recompensado pelo risco. Muito bem, faz pouco sentido mas não questionas muito porque afinal não queres pensar muito nisso e é preferível aproveitar calado.
Por outro lado no único factor em que tens todas as probabilidades a teu favor, sabes as regras do jogo, tas a anos luz dos teus adversários directos, e tens provas dadas de competência e eficácia, a derrota é astronómica e sentes todo o peso do mundo sob os teus pés.

Correr uma maratona é fácil, viajar à lua é igualmente fácil. Dificil é aceitar que o que deveria algo provável é um evento praticamente fora do alcance, e o improvavel é super simples de atingir.
Não percebo porque tenho absolutamente todos os valores invertidos, há mais alguém por ai assim?

Desta vez aceito a derrota, abaixo os braços e retiro a equipa do campo.

As pessoas não percebem que um amor perfeito não é uma propriedade extrínseca.

Teima se em se auto-desresponsabilizar quando se fala de amor.
Gosto dela porque... blá blá e continua se assim. Está mal.

Não, em primeiro lugar gosta se de alguem, e não há necessáriamente um motivo para isso. Em segundo, o motivo não é o outro, mas eu mesmo.
Se eu gosto, é porque um número X de propriedades do meu "self" se alinham de forma a que de estalo eu passo a sentir qualquer coisa.

Claro que há amores perfeitos, homens perfeitos, situações perfeitas. Tudo tem a ver com a forma como nós nos relacionamos com esses conceitos.

Amar alguém não depende desse alguém.
os problemas e as incertezas são iguais pra toda a gente.
A diferença entre uns e outros está na preparação e no risco que cada um toma.
O mundo tem muitas pessoas. Racionalmente faz sentido extrapolar a realidade dos outros e tentar compreender a nossa com essa operação. No entanto racionalmente não faz sentido quando não havendo nenhum motivo essa realidade não nos "toca".

Quando o mundo racionalmente prova ser irracional estamos perante um problema de posicionamento acerca de qual dos lados nos devemos basear. Racionalmente e através de logica é possível encontrar motivos para o irracional e místico fazer sentido. Isto por outro lado não faz nenhum sentido.
Vive se uma constante batalha entre dois lados que se estranham por serem o mesmo.
Puxar uma corda pelas duas pontas é um enorme esforco que se traduz em nada, e a metáfora é a que melhor encontro pra descrever esta problemática.

Será que podemos em paz de espírito adoptar o racional e o místico ao mesmo tempo? Não é a verdade -una- segundo a sua própria definição?


Dave: If I tell you have A, B, or C, but you can only choose betwen A and B.
I could say yes you are free to choose between a or b
but you aren't really free.

N: on the other side if you don't restrict my possibilities and you give me an infinite number of choices, I'll be even less free.

Dave: why?

N: because if I have infinite choices, I can't choose anything at all due to a lack of capacity to evaluate them all.

that is, I'll have to limit the number of choices myself to be able to pick one, and so we are back to the same conceptual status of your 3 choices A and B minus C, restricted freedom.

So do we really experience freedom, or we only have some kind of perception of freedom?

Vivemos num mundo cientifico em que as pessoas pensam de modo artistico.
Crenças, certezas absolutas, coisas infundadas. Tudo vale.

Ao nao ter significado a vida nos dá uma liberdade fantástica. É por não haver guidelines que podemos colorir como queremos.
A vida é um fim em si mesmo. como a arte.

Qual é a grande mais valia do minimalismo e do simples?
Less is more, simples é eficaz; estamos imersos num mundo em que o minimalismo é uma qualidade à priori, tal premissa aceite todos sem questionamento.

O ser humano como máquina cerebral tem muita dificuldade de lidar com uma multiplitud de elementos, a mente dispersa-se, distrai se, e por isso aquilo que é minimal tem mais probabilidade de ser compreendido e absorvido.

Roupas, amores, conceitos; é por incompetência que gostamos do que é simples.

faz precisamente um ano que escrevi isto.


e não fazia a menor ideia do que me ia acontecer.
O passo parecia maior do que a distancia da perna (que eu pensava ter). Aprendi em um ano que podemos ser aquilo que quisermos.

em um ano:
-encontrei um emprego em que estou super contente (embora já tenha planos de que seja temporário até eu ter o meu próprio business)
-fiz amigos,
-acabei o meu mestrado
-encontrei uma cidade que me faz sentir em casa, e que passei a chamar home.
-ultrapassei em definitivo uma questão antiga
-explorei quase até ao limite a minha capacidade de aquisição de competências
-aprendi a falar francês.
-troquei de asa
-fui aceite para voar na liga suíça de parapente (equivalente a pedalar ao lado do lance armstrong..)
-tornei me completamente autónomo
-fui a londres, bruxelas, amsterdam, passei por varias cidades em franca, e fui 3x a lisboa.
-passei a ter uma vida care free, focada em me especializar e melhorar as minhas qualidades.
-nao há virtualmente problemas. E os que vão aparecendo são do estilo "o meu carro não pega, tem de ser rebocado." chato, mas muito pequeno.

Uma pessoa quase estranha, de quem eu nada sei e que teve uma janela pra visualizar a minha vida de uma ponta a outra disse me "you'll be ok, dont worry." E foi das coisas mais simples e que mais gostei de ouvir neste ano.

A vida tem a dimensão que lhe queremos dar.

Com poucas perspectivas à um ano atrás, hoje posso dizer que este foi o melhor ano da minha vida. Vale a pena saltar num abismo e construir as asas pelo caminho.

Hey you ;)

Yesterday, while discussing with a screen writing teacher, I remembered something I read somewhere. The statement was simply "focus on learning the things that do not change" As people who know me know, I have this strong sense about the temporality of the things around us, Everything is temporary.
Therefore how can we focus in learning what doesn't change if everything changes?

Well, somethings change less than others, or slower let's say.

My philosophy in relation to work, life and love, is to get across as many domains as I can, and don't get too specialized in any, unless it happens by accident. The thing that changes the least in life is our ability to learn new things, the ability to adapt.

Adaptation is really important, its how we created God; a slow evolution based on adaptation.


Summer in the city from Kinesthesia on Vimeo.

Vou postar algo que nao fui eu que pensei, mas é absolutamente genial.

"Não são as ideias nem as decisões que importam - interessam, mas não importam. É a convicção. É o convencimento. Qualquer decisão é mais eficaz do que a inteligência. O pensamento é um luxo e um atraso.

Há uma experiência que estão sempre a repetir. Quando se remove o córtex a um bicho qualquer, ele deixa de pensar e de duvidar; de se sentir seguro ou não; de medir as oportunidades. E qual é a consequência? Torna-se imediatamente o chefe dos outros bichos. Os pensadores, no reino animal, são seguidores. Foi o que aconteceu com as pessoas com as piores ideias do século XX: Hitler, Estaline, Mao. Foram as que tiveram mais poder e mais mal fizeram. Porque não hesitavam e o nobre ser humano, hesitante, não resiste a quem não hesita.

Cada vez mais se ouve dizer que qualquer decisão, por muito estúpida ("vou deixar crescer um bigode!"), é mais benéfica do que a dúvida mais inteligente. Na verdade, a pessoa inteligente só decide por instantes. A decisão é emitida como os talões de estacionamento. Pode (e deve) mudar a qualquer momento porque, felizmente, nunca se sabe. Aprende-se a não saber. Aprende-se a viver com isso. Aprende-se a ser enganado, de vez em quando, quando se acerta nalguma coisa.

Recuperamos de ter tido razão, naquela vez sem exemplo. Passa-nos. Esquece-nos. A convicção é convincente, mas é perigosa, por ser o contrário da inteligência e da condição humana, que é não ter bem a certeza de quase nada.

Custa - mas assim é que é bonito."
Miguel Esteves Cardoso, Público.

(visto no blog do PReis http://pensamentosroubados.blogspot.com/ )
Sometime ago I wrote here that we are not "tabula rasas". There is no blank state.

The lesson today is really simple: Some really basic things, people just have to know.

Sometimes nature doesn't provide time to learn from experience or from others. Call it faith on the self if you wish, but some answers/decisions just have to be innate.
We do know that we should run if we see a predator in the jungle, but many things are equally dangerous and we don't that we should run away. Well; then you "die".

The funny question is, how some people know this? Or better, why some people know, and some others don't? What is the difference between them?
Not much, as a matter of fact. Self examination would say Socrates, and that would train your subconscious in taking good decisions, fast, and right.

Life is risky, but that's just so right. You live, you risk, you get "eventually" reward if you know how to live and then you die. Could it get any sweeter?.

There's a saying in Brazil that goes like " I will give a cow not to get in to a fight, but a herd not to get out from it". Personally I don't care much about cows but I do care about fights, and I know exactly when to get into one. How? No fucking idea.



Isto é a minha metade de uma conversa com uma amiga. É naturalmente adaptavel a muitas realidades:

é bem feita q te custe
e sem arriscares, eu espero que sofras um bocado, pra ao menos aprenderes com a experiência
miúda, viver é um risco por si
viver é sentir o sangue na boca
o coração no peito
e o precipício na beira dos pés


tu não vives no passado
vives no presente
tudo o q fizeste até hoje não interessa nada a ninguém, muito menos pra ti
tu vives é do que fazes agora
do q sentes agora
e o resto é literalmente historia


e ele não interessa
amar alguém é uma propriedade intrínseca


agora: explora na totalidade o que sentes
se te apetece fazer loucuras, a hora é esta


Interesso me por demasiadas coisas. Por consequencia, raramente me especializo demasiado ou entro em profundidade em determinado assunto. Sempre tive a ideia que é melhor saber um pouco de tudo, pensar um pouco sobre tudo, do que ser uma enciclopédia andante de determinada questão. Naturalmente o simétrico desta questão é segundo a definição de muita gente um defeito. (elahh, eu tenho um defeito?)

Se por um lado eu aceito parcialmente o argumento, por outro a verdade é que eu sem querer tornei me muito, muito bom em algumas coisas quase por acaso, e ao mesmo tempo tenho outras tantas em que me tornaria igualmente bom, mas provavelmente não vou viver anos suficientes para isso acontecer.

O foco não faz parte da minha rotina. Parece me bastante mais inteligente uma filosofia de mobilidade intelectual, em que muito rapidamente é possível uma transformação num mundo em que 2 questões/situações/objectos/pessoas nunca são iguais.

"When I'm Good I'm Very Good: But When I'm Bad I'm Better"
May West

Ando com sérios problemas em relação a dualismos.
Somos educados a ver o mundo assim ou o mundo é assim porque fomos dessa forma educados?

Absolutamente tudo de que me lembro se comporta em opostos, duos, e pares simétricos.

Porque?
Uma boa parte do nosso dia é perdido em actividades de contenção de entropia.
O mundo naturalmente tende à desordem (!..) , e coisas simples desde um escovar de dentes até ao resolver um problema matemático ou ao desenvolver uma teoria cientifica são um tributo a essa necessidade de ordem.
Quanto do nosso tempo perdemos diàriamente em tarefas que são mais do que de simples manutenção?

Amor, Arte, Voo, Pensamento. Quanto tempo?
O Ser humano perde uma quantidade terrível de tempo por pura obstinação. Nem sequer é teimosia pois é algo que não requer um oposto de forma a ser contrariado, e para mais não se manifesta ao nível do consciente.

Passamos horas a tentar alterar um traço num desenho, a diminuir alguns segundos numa medição que ninguém mais vai fazer, ou a tentar encontrar a solução de uma questão pelo caminho "complexo1", quando o caminho "simples2" muito mais eficaz. Acontece que "complexo1" foi a nossa primeira ideia...

Não é nenhuma novidade que o homem tem aversão a perdas. Tudo o que signifique uma perda em qualquer sentido é imediatamente confrontado com objectivo de contrariar essa tendência, basta agarrar em qualquer livro de behavioral economics que vamos encontrar este mesmo tipo de comportamento nos mais variados campos.

Mas o que é de facto uma perda? Será que é algo que tínhamos e já não temos ou é efectivamente algo que nunca passou pelo espectro da nossa existência? Por definição a resposta aponta para o primeiro, mas então como podemos definir a segunda hipótese? Parece me uma perda muito maior no sentido em que não há uma valorização do individuo com uma experiência que ele nunca vivenciou ainda que por um período limitado de tempo.